sábado, 23 de junho de 2012

Piquete de prevenção contra incêndios no Pinhal do Rei

            Durante séculos, o combate aos fogos no Pinhal do Rei foi feito exclusivamente pelo pessoal florestal e pelas populações limítrofes.
            Em 1848, também o pessoal da Fábrica dos Vidros, por imposição posta por lei ao seu arrendatário, passou a ser dispensado em caso de incêndio na Mata, de modo a poder ajudar no seu combate.
            Em 1890, foi criado em Pedreanes pelos Serviços Florestais um piquete de prevenção contra incêndios. Era composto por quatro guardas a cavalo, munidos de foices, pás e enxadas e por jornaleiros que se deslocavam em carros de cavalos ou a pé ou de bicicleta.

Piquete de prevenção contra incêndios
Guarda a cavalo - finais do séc. XIX

Guarda indo de bicicleta para um incêndio - finais do séc. XIX

domingo, 17 de junho de 2012

A Lagoa da Saibreira

            Na década de 50 do séc. XX, durante a administração do Eng.º Acácio Amaral, foi extraído saibro no talhão 53 do Pinhal do Rei, perto do lugar do Pilado, para ser utilizado na construção das novas estradas florestais. Após a sua conclusão, o local foi abandonado.
            A acumulação de águas pluviais no local da exploração fez nascer uma pequena lagoa. É conhecida como Lagoa da Saibreira.

A Lagoa da Saibreira vista de Este

A Lagoa da Saibreira vista de Oeste

sábado, 9 de junho de 2012

Planta Geral da Mata de Leiria

            Nos anos de 1880, 1881 e 1882, Bernardino Barros Gomes, Carlos Augusto de Sousa Pimentel, Joaquim Ferreira Borges e A. A. de Carvalho, elaboraram a Planta Geral da Mata de Leiria, trabalho de preparação para o primeiro Ordenamento do Pinhal.



Planta Geral da Mata de Leiria


Patente de 11 a 26 Outubro de 2008 na exposição “700 Anos de Floresta – Exposição Fotográfica do Pinhal do Rei”, na Galeria Municipal da Marinha Grande – Edifício dos Arcos (Jardim Stephens)

sábado, 2 de junho de 2012

Aceiros, arrifes e talhões

            O Pinhal do Rei está dividido por arruamentos, conhecidos por aceiros e arrifes.
            Os aceiros são arruamentos rectilíneos, orientados no sentido Este - Oeste, com 10 metros de largura e distam entre si 750 a 1000 metros. Existem 21 aceiros, começando de Norte para Sul e são designados de A a T.
            Os arrifes são arruamentos rectilíneos, orientados no sentido Norte - Sul, com 5 metros de largura e distam entre si cerca de 400 metros. Existem 23 arrifes, começando de Este para Oeste e são designados de 0 a 22.
            O trabalho de ordenamento do Pinhal foi iniciado pelo Administrador Geral das Matas Frederico Warnhagem em 1826. Frederico Warnhagem dividiu parte do Pinhal com aceiros e arrifes formando talhões.
            Estes talhões são visíveis nas cartas topográficas elaboradas a partir dessa data e ficaram conhecidos por “Quadros Warnhagem“ ou “Quadrados Warnhagem“.
            Este trabalho foi continuado por Bernardino Barros Gomes por volta do ano 1866.
            Existem 342 talhões e a sua numeração faz-se de Este para Oeste e de Norte para Sul.



Aceiro e Casa de Guarda do L

Arrife 6
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