segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A Real Fábrica dos Vidros da Marinha Grande

            Durante muitos anos usou-se a lenha como combustível nas fábricas de vidro, razão pela qual as grandes fábricas se situavam normalmente junto das grandes florestas.
            Assim aconteceu também na Marinha Grande, dada a existência do Pinhal do Rei,  onde, em 1748, João Beare (um irlandês) instala a Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande.
            Porém, interesses económicos dos importadores, vendedores e fabricantes estrangeiros de vidro voltam-se contra a fábrica.
            As dificuldades aumentavam e, sem protecção de qualquer espécie, passados poucos anos, a fábrica fechou.
            Mais tarde, a convite do Marquês de Pombal, é Guilherme Stephens (um inglês) que, em 1769, vem para a Marinha Grande restaurar a velha fábrica. Da parte da Coroa recebeu garantias para protecção e defesa da fábrica, entre as quais um empréstimo em dinheiro para relançamento da fábrica e a cedência gratuita de lenha do Pinhal Real.
            Da Real Fábrica de Vidros da Marinha Grande, esta é a mais antiga gravura que se conhece.
Gravura representando a Real Fábrica dos Vidros – Anos 1860 do Sé. XIX

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